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14/12/2004


Unisc oferece novo curso superior de tecnologia


A palavra tecn¾logo pode atÚ parecer estranha e assustar profissionais e empresas que desconhecem esse tipo de formaþÒo. Na verdade, os cursos superiores de tecnologia duram, em mÚdia, dois anos e meio e vem atraindo cada vez mais profissionais, a maioria jß atuando no mercado de trabalho mas sem possuir ainda o diploma de graduaþÒo.

A Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc) jß possui dois cursos de tecn¾logo em andamento: Superior de Tecnologia em AssistÛncia e Seguranþa Prisional e Superior de Tecnologia em RefrigeraþÒo e Ar Condicionado. Ambos surgiram para atender demandas especÝficas de mercado. "AlÚm de possibilitarem uma formaþÒo em menor tempo, a modalidade de matrÝcula na totalidade das disciplinas previstas na matriz curricular faz com que esses cursos tenham mensalidades muito acessÝveis, permitindo a concretizaþÒo do
desejo de conquista do diploma de graduaþÒo", explica o coordenador de graduaþÒo da Unisc, Carlos Rene Ayres.

E um terceiro curso de tecn¾logo serß oferecido pela Unisc neste vestibularde verÒo, que ocorre no dia 7 de janeiro. T o curso Superior de Tecnologia em Neg¾cios Internacionais, que visa suprir uma demanda de profissional que atue direto nas ßreas de comÚrcio exterior nas empresas. "Esse nÒo Ú, especificamente, um curso de carßter tÚcnico", orienta uma das coordenadoras, professora Rosa Valentim. "Ele Ú um curso superior que se diferencia por ser oferecido com Ûnfase numa ßrea especÝfica de atuaþÒo e em regime modular, com aulas Ós sextas e sßbados".

A coordenadora lembra ainda que o Vale do Rio Pardo possui uma forte ligaþÒo comercial com o exterior atravÚs da exportaþÒo de produtos como o fumo, a borracha e brinquedos. "Na regiÒo existem pessoas que trabalham com comÚrcio exterior mas que nÒo encontram cursos superiores para se qualificar",
analisa.

Hist¾ria
Mas o que a maioria das pessoas nÒo sabem Ú que a modalidade de tecn¾logo surgiu em 1808, quando a famÝlia real portuguesa se instalou no Brasil. Nesta Úpoca nÒo existiam, no paÝs, instituiþ§es de ensino superior. Estranho, nÒo Ú PorÚm, no mesmo ano em que passou a residir em terras brasileiras, Dom JoÒo VI criou a Academia da Marinha e, dois anos depois, a Academia Real Militar, alÚm de instalar hospitais militares que funcionaram como escolas tÚcnicas.

Segundo o professor Olgßrio Vogt, do curso de Hist¾ria e Geografia da Unisc, "esses cursos, ao lado da criaþÒo do Curso MÚdico em Salvador, da implantaþÒo da Escola do ComÚrcio, da Academia de Belas-Artes, do Banco do Brasil, da criaþÒo da Biblioteca Nacional, Museu Nacional, Jardim BotÔnico, da Imprensa RÚgia e a adoþÒo de tantas outras medidas administrativas e culturais mudaram a fisionomia, principalmente da cidade do Rio de Janeiro, e atendiam aos requisitos da Corte e de uma populaþÒo urbana em rßpida expansÒo."

O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais, o INEP, divulgou neste ano que estes cursos cresceram 74,7% entre os anos de 2000 e 2002. Segundo o INEP, boa parte dos estudantes que optam por cursos superiores tecnol¾gicos, estÒo em buscam de cursos voltados a formaþÒo prßtica de profissionais. Um dos principais motivos que ajuda nesta decisÒo Ú o fato de estes cursos dÒo Ûnfase aos aspectos tÚcnicos.

Grande parte deste rool de cursos oferecidos em instituiþ§es de ensino superior tem como objetivo atender Ós necessidades dos diferentes setores industriais, como o mecÔnico, automaþÒo industrial e eletr¶nica. Uma pesquisa realizada pela AssociaþÒo Nacional de EducaþÒo Tecnol¾gica, a Anet, entrevistou 6.515 alunos em todo o paÝs, os dados divulgados mostram que a idade mÚdia dos que optam por cursos tecnol¾gos tem em mÚdia 29 anos. Oitenta e oito por cento trabalham em ßreas como comÚrcio, tecnologia e ind·stria, e exerce atividades profissionais relacionadas com o curso escolhido.

Segundo a professora Nadir de Lima Helfer, assessora da coordenaþÒo pedag¾gica da Unisc, "a importÔncia dos cursos de Tecn¾lgos para a regiÒo Ú de oportunizar formaþÒo acadÛmica dos trabalhadores, buscando uma atuaþÒo competitiva nas empresas e formando novos empreendedores." A professora ainda acrescenta que "as crescentes demandas por modalidades de cursos universitßrios mais afinados com o mercado sÒo indicadores importantes para a reforma universitßria na perspectiva de uma aþÒo acadÛmica mais voltada para as necessidades das organizaþ§es."

Fonte: Unisc



 
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