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16/02/2006


UNIMONTES participa de pesquisa sobre uso da telemedicina


A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) Ú uma das instituiþ§es participantes de um trabalho pioneiro de pesquisa sobre o uso da telemedicina para as aþ§es preventivas de sa·de, iniciativa que faz parte do projeto ?Minas Telecßrdio: ImplantaþÒo e AvaliaþÒo da Efetividade de um Sistema Piloto de Telecardiologia em Minas Gerais?. Os estudos, orþados em cerca de R$ 2,3 milh§es, serÒo financiados pelo Governo do Estado ? atravÚs da Fapemig e da Secretaria de Estado da Sa·de ? e pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos)/MinistÚrio da CiÛncia e Tecnologia.

AlÚm da Unimontes, estÒo envolvidas as Universidades Federais de Minas Gerais (UFMG), de UberlÔndia (UFU), do TriÔngulo Mineiro (UFTM) e de Juiz de Fora (UFJ). O coordenador geral Ú o professor Luiz Pinho Ribeiro, da UFMG. No Ômbito da Unimontes, os trabalhos estÒo sendo coordenados pelo professor AndrÚ Pires Antunes, do Departamento de ClÝnica MÚdica, vinculado ao Centro de CiÛncias Biol¾gicas e da Sa·de (CCBS).

O objetivo do estudo Ú avaliar o custo/efetividade da implantaþÒo de novas tecnologias no tratamento das doenþas isquÛmicas, ou seja, doenþas cardiovasculares tais como angina e o infarto. As atividades serÒo realizadas ao longo de 18 meses, envolvendo equipes multiprofissionais com n·cleos de epidemiologistas e economistas, como forma de medir os custos dos tratamentos. Serß avaliada a eficiÛncia da telemedicina no tratamento das doenþas cardiovasculares, sendo observados os n·meros de eletrocardiogramas e outros exames transmitidos pelo sistema, a quantidade de pessoas tratadas no pr¾prio local de origem e a repercussÒo do uso da nova tecnologia na qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com o diretor cientÝfico da FundaþÒo de Amparo Ó Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), professor Mßrio Neto Borges, o projeto pioneiro de telemedicina vai abranger 80 cidades com menos de 10 mil habitantes e com mais de 70% da populaþÒo com cobertura do Programa de Sa·de da FamÝlia (PSF). SerÒo criados cinco p¾los (Belo Horizonte, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberaba e UberlÔndia) e, em cada um, haverß um hospital-referÛncia, para o recebimento dos dados de outros 16 municÝpios. Ele destaca, ainda, o aspecto social e o avanþo cientÝfico do projeto, resultado de uma aþÒo induzida da Fapemig, buscando estimular a participaþÒo das universidades. Para a Unimontes serß uma oportunidade de se integrar a outras universidades num projeto de pesquisa altamente relevante para o Estado, salienta o professor Mßrio Borges.

Na avaliaþÒo do reitor, professor Paulo CÚsar Gonþalves de Almeida, a participaþÒo da Unimontes num projeto de alto nÝvel, em parceria com outras universidades p·blicas, demonstra o reconhecimento da importÔncia estratÚgica da nossa instituiþÒo e da competÛncia do corpo docente. Ainda segundo o professor Paulo CÚsar de Almeida, fica evidenciado, tambÚm, o crescimento da investigaþÒo cientÝfica na universidade, redundando em benefÝcios para professores e acadÛmicos, especialmente aqueles vinculados ao curso mÚdico, especialmente pela oportunidade de troca de experiÛncias.

Os pacientes das pequenas cidades inseridas no programa terÒo acesso a um projeto de eletrocardiograma digital. Para isso, em cada municÝpio, alÚm do treinamento de uma equipe local, serß montada uma estrutura de equipamentos de informßtica para a transmissÒo dos dados para as cidades-p¾lo, onde as informaþ§es serÒo analisadas por especialistas, que vÒo orientar o tratamento. AtravÚs da telemedicina, os pacientes serÒo avaliados e tratados em seus pr¾prios locais de origem, informa o professor AndrÚ Pires Antunes. Ele esclarece que haverß as teleconsultas cardiol¾gicas, inclusive, com sistema de agendamento, alÚm do atendimento de urgÛncia.

IMPACTO POSITIVO - Trata-se de uma experiÛncia de pesquisa que vai reforþar o nome da Unimontes e trarß subsÝdios para a reciclagem dos professores e acadÛmicos. Desta forma, o trabalho terß um impacto positivo para o nosso curso de Medicina, avalia o diretor do Centro de CiÛncias Biol¾gicas e da Sa·de (CCBS), professor Francisco Marcos Barros.

O coordenador do curso de Medicina da Unimontes, professor JoÒo FelÝcio Rodrigues Neto, ressalta que, por intermÚdio do estudo sobre a telemedicina, professores e acadÛmicos terÒo acesso a organismos de pesquisa de referÛncia internacional na ßrea, como a UFMG. Enfatiza a possibilidade de a Unimontes se transformar em centro de referÛncia para os pequenos municÝpios do Norte de Minas e do Vale do Jequitinhonha na melhoria da assistÛncia Ó sa·de. A pesquisa vai permitir a melhor formaþÒo dos acadÛmicos e a atualizaþÒo de conhecimento pelos professores. Beneficiarß, tambÚm, os profissionais das cidades menores, que poderÒo tirar d·vidas pelo sistema computadorizado, complementa o professor JoÒo FelÝcio Neto.

Por sua vez, o professor JoÒo Ant¶nio Pimenta de Carvalho, chefe do Departamento de ClÝnica MÚdica ? do CCBS -, destaca a relevÔncia social do projeto de telemedicina. Com esse projeto, alÚm da pesquisa cientÝfica em si, os professores do curso de Medicina da Unimontes estarÒo realizando um trabalho social, melhorando a assistÛncia aos moradores dos pequenos municÝpios, que nÒo contam com cardiologistas, relata.

Fonte: Unimontes




 
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