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Quinta-feira :: 11 / 03 / 2010
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Fuvest não é a única opção
Igor Giannasi
A vontade de acabar logo com a tensão do vestibular leva muitos candidatos a não querer perder tempo e enfrentar a maratona de exames agora mesmo, no meio do ano. Pesa na decisão o fato de que nessa época a concorrência costuma ser menor se comparada à procura pelos processos seletivos de instituições públicas como a Universidade de São Paulo (USP). A pressão por conseguir uma vaga, dizem, também não é tão grande e, se tudo der errado, as provas de agora podem ao menos servir como treino para futuros vestibulares. Pode parecer estranho, mas integrar o quadro de alunos das grandes universidades públicas não faz parte dos planos de muita gente. Há quem considere o feito algo inatingível e outros que optam mesmo por instituições particulares. Adriana Silva de Assunção Aprigliano, de 18 anos, se encaixa nesse último caso. Ela vai fazer o exame em julho com um objetivo definido: estudar Publicidade na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). "É realmente o que eu quero. Não sonho com a USP." O curso de Publicidade na Fuvest tem sido o campeão na relação candidato-vaga nos últimos anos e isso se repetiu no ano passado, com 61,8. Mas a decisão da garota não foi tomada sem antes se informar sobre a faculdade escolhida. Adriana se interessou pela profissão por influência do pai publicitário e decidiu prestar apenas para a ESPM depois de assistir a uma palestra sobre o curso da instituição e conversar com uma amiga que estuda na faculdade. "Tenho boas referências do meu curso. Então é lá mesmo que eu quero fazer", conta. SONHO ARQUIVADO Colega de Adriana no cursinho Objetivo, a
vestibulanda Carolina Carvalho da Costa, de 18 anos, também vai prestar para
Publicidade no meio do ano, mas desencanou da USP por outro motivo. "É um sonho
muito distante. O curso que eu quero é muito concorrido e aí fica muito
difícil", afirma Carolina. Fazendo o terceiro ano de cursinho para tentar
uma vaga em Medicina, o aluno do Anglo Daniel Bratan, de 19 anos, dessa vez
ampliou as opções com o vestibular de meio de ano das universidades federais.
"Já bateu o desespero. Não posso deixar minha chance pro final."
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