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Terça-feira :: 09 / 02 / 2010
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Mais perto do diploma
Crescimento da banda larga tem levado
mais gente a procurar o ensino a distância
O espetacular crescimento de 40,1% no número de conexões de banda larga no País em 2006, segundo levantamento divulgado pela consultoria IDC Brasil, tem levado mais gente a procurar o ensino a distância como forma de driblar a falta de tempo e de dinheiro e não ficar de fora de um mercado de trabalho cada vez mais exigente. O estudo a distância não chega a ser novidade. Mas hoje ele é mais rápido e dinâmico aliado às videoconferências e à internet, e no horário que se preferir. Faculdades particulares foram as primeiras a oferecer este tipo de graduação, com preços menores que os da formação convencional. Um curso de Administração a distância, na Faculdade Michelângelo, custa R$ 252, enquanto sua versão presencial em período integral sai por R$ 720,37. Mas as universidades públicas, como a UnB, já oferecem vagas a distância, que são gratuitas. Nos cálculos do Ministério da Educação (MEC), em 2006 existiam 217 instituições credenciadas para o ensino não-presencial, por isso, na hora de escolher o curso, a principal dica é verificar se ele é reconhecido pelo MEC. Mas para o reconhecimento do curso, o MEC determina que a estrutura do ensino a distância seja composta por uma instituição de ensino que ministra o curso e os chamados pólos, onde os alunos encontram professores que podem responder dúvidas e apoio material (bibliotecas e laboratórios) para realização de pesquisas e trabalhos. Em um curso a distância, a presença do aluno só é obrigatória nos dias das avaliações e trabalhos práticos. Os pólos garantem a parte da socialização que os estudantes teriam em um curso presencial, um aspecto que não deixa de ser fundamental no processo de aprendizado. E recursos como chats e conferências através de vídeo em tempo real possibilitam a alunos e professores a interação adequada na hora da resolução das dúvidas e na realização dos trabalhos. Ferramenta Para o professor Waldomiro Loyolla, diretor Científico da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), a educação não-presencial é uma forte ferramenta de difusão do conhecimento para modificar o perfil atual da educação superior no Brasil, concentrado em apenas 30% das cidades. \"O uso crescente da tecnologia a serviço da educação abre espaços para que todos possam tomar parte na produção de conhecimento, acabando com as fronteiras que marginalizam certas regiões\", afirma. Mas Hélio Chaves, diretor de Políticas de Educação a Distância do MEC, alerta para os cuidados que devem ser tomados ao escolher onde se matricular. \"Toda instituição deve estar cadastrada ao MEC para que haja garantias de que os alunos receberão um ensino de qualidade\", adverte. As exigências são as mesmas das instituições de cursos presenciais. A qualidade dos professores, material didático, plataformas de ensino e a estrutura dos pólos parceiros são avaliados por duas equipes de especialistas para que haja o reconhecimento. Mas ele explica que ainda há cursos não reconhecidos, de baixa qualidade, formando profissionais incompletos. Mercado de trabalho Os participantes de cursos a distância também realizam o Enade, prova que avalia o aprendizado dos estudantes de Ensino Superior de todo o País. O MEC considera estes cursos equivalentes aos presenciais, e os resultados das avaliações confirmam esta paridade. \"Com o tempo, creio que caminharemos para os cursos híbridos, nos quais o aluno decidirá se deseja ou não freqüentar a faculdade diariamente. A formação será a mesma\", diz Hélio. Quanto a aceitação desses profissionais pelo mercado, Bruno Goytisolo, diretor regional da Consultoria de Recursos Humanos Catho em Brasília, diz que as empresas não têm preconceitos contra os profissionais formados em cursos reconhecidos, sem distinção quanto ao modelo de ensino. \"O diploma é fundamental, e a maioria das empresas confirma que estes cursos conseguem formam profissionais de qualidade\", resume. [Jornal de Brasília] |
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