Sistema microcontrolado desenvolvido na FEEC obtém informações
biomecânicas
A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 foi
especialmente comemorada por pesquisadores da Unicamp (Universidade Estadual de
Campinas) que acabam de desenvolver um sistema microcontrolado para
monitoramento de atividades esportivas. O protótipo é baseado em sensores de
aceleração e rotação que permitem obter informações biomecânicas do atleta e
monitorá-lo durante o treinamento, sem que ele precise sair do ambiente onde
pratica o esporte. Em comparação a outras ferramentas tecnológicas para auxiliar
na performance esportiva, este dispositivo ainda tem a vantagem do baixo custo e
de não ser invasivo, o que permite sua fixação em qualquer parte do corpo a ser
monitorado.
"Comemoramos bastante a vitória do Rio de Janeiro porque em todos os países que
sediam a Olimpíada há um grande investimento em tecnologia voltada ao esporte.
Um bom exemplo é a Austrália, que criou um instituto dedicado especialmente ao
estudo do esporte e, dentro dele, uma área específica de instrumentação
eletrônica aplicada às diversas modalidades. Os australianos, que não se
destacavam tanto no quadro de medalhas, passaram a figurar como quarta ou quinta
potência olímpica a partir de 2000", recorda o professor Fabiano Fruett, da FEEC
(Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação) da Unicamp.
'Fruta eletrônica' reduz prejuízos pós-colheita
O LSM (Laboratório de Sensores Microeletrônicos) da FEEC, coordenado pelo
professor Fabiano Fruett, pesquisa e desenvolve sensores microeletromecânicos (MEMS)
com foco acadêmico, mas sempre na perspectiva de encontrar uma aplicação para
seus produtos, que também são obrigatoriamente de baixo custo. É o caso de uma
esfera instrumentada para medição de impactos e de temperatura que pode ser
muito útil na agricultura, batizado pelos pesquisadores com o sugestivo nome de
"fruta eletrônica".