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Brasil ocupa 17º lugar em produção científica

Presidente da Capes fala do crescimento da produção científica no país

Publicado em 17/07/2006 - 14:01

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Por Lílian Burgardt, de Florianópolis (SC)

Na manhã desta segunda-feira, 17 de julho, durante a 58ª Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) o presidente da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), Jorge Guimarães, divulgou a posição brasileira no ranking mundial da produção científica.

O ranking - elaborado pela Capes com informações do ISI (Institut for Scientific Information) - colocou o Brasil na 17ª posição, à frente de países como Bélgica, Áustria e Polônia. Segundo Guimarães, tal posicionamento reflete o crescimento e o amadurecimento da pesquisa científica no País. "Historicamente estes três países que ficaram atrás do Brasil no ranking possuem uma tradição em pesquisa", revela.

O ranking apontou ainda outros dados que são vistos com otimismo por Guimarães: por três anos consecutivos a produção científica no Brasil vem crescendo o que significa que, em curto prazo, ou seja, no próximo ano, se mantivermos tal crescimento, também estaremos à frente de outras duas potências em pesquisa no cenário mundial: Suécia e Suíça, hoje, ocupando o 15º e 16º lugar, respectivamente. "O Brasil vem quebrando seus recordes consecutivamente. Tivemos, nos últimos três anos, um crescimento de 49%, sendo que 19% se deu apenas entre os anos de 2004 e 2005" lembrou.

O saldo positivo do Brasil frente à produção científica, porém, possui uma discrepância significativa em relação ao número de patentes depositadas no País, atualmente, apenas 0,2%. "Nosso número de patentes, infelizmente, é vexatório. Mas, entendemos que um dos fatores que pode modificar este cenário é a aproximação da indústria com as universidades, de forma que se invista para que as dissertações e as teses saiam das prateleiras e possam virar uma aplicação prática", disse.

Vale lembrar que, enquanto tal prática, ainda engatinha no Brasil, no exterior é um comportamento natural. Para inverter este quadro, há três anos o MCT (Ministério da Ciência & Tecnologia mantém editais de cooperação entre universidade e empresa, incentivando que projetos desenvolvidos nas Instituições de Ensino Superior que visem a criação de produtos possam se tornar palpáveis para a população saiam do papel.

Para avançar nesta idéia, o MCT anunciou durante o evento a criação três novos editais de subvenção incentivando a cooperação entre universidade e empresa. Tais editais terão por objetivo fomentar a produção científica no Brasil em temas como: TV Digital e Medicamentos; a formação e capacitação de RH (Recursos Humanos), além de um terceiro edital que será de caráter genérico a ser executado em parceria com as FAPes (Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa).

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